Foto: BBC Brasil
Ai, Senhor, quero ser simples. E tão banal
que até os passarinhos reconheçam
e, sem estranhamento, pousem perto.

Quero ser a que Deus quase esquece,
alma quieta sob o Seu comando,
apenas uma ovelha no rebanho que o segue.

Ai, Senhor, quero ser doce. E tão sutil
que nenhum som se mova em minha voz,
e que ela caia no ar com a leveza de uma folha.

Quero ser aquela de quem Deus não espera

nada de grandioso, o filho mais fraco
e amoroso, a quem Ele lança o olhar mais terno.

Ai, Senhor, quero ser simples e doce. E tão banal e tão sutil
que a violência jamais enxergue o meu rosto no tumulto do mundo.

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