Para o Oriente do amor
meus sentidos aparelham.

Bandeiras azuis, vermelhas,
cruzaram-se no horizonte.
De onde vem tal embriaguez,
que aurora terei tomado?
Vem do fundo de mim mesmo,
vem da minha alma correndo.

Minha amada na varanda
arrulha, me faz sinais.
Vôo com abril nas mãos,
para continuar o ciclo
da antiga revolução:
aboli as dissonâncias,
o sentimento renasce
como no início do mundo.

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