Penso em flores e mergulho na mais delicada prece,
talvez outros amores possam me mostrar o paraíso terrestre…
Mas nem se dobrasse mil tsurus e fizesse um pedido, ao dobrar cada um,
nem se eu quisesse… Ah, terei sempre comigo este verso anfíbio, céu,
entre terra e mar, capaz de viver e respirar, mesmo no inferno,
este saturno, este grande trígono, a samplear poetas ingleses,
imaginando a maturidade do jovem Werther e ouvindo La Negra cantar,
como alguém que caça no passado lembranças quentes, mas quer dormir
tranqüilo nos braços do amor de sempre, que ergue as Muralhas da China,
e outras seis maravilhas no peito. Estou entregue. Penso em flores
e mergulho na mais delicada prece.
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