Saí de casa pra ver Gal Costa cantar no “Loucos por Música”. O público da Concha Acústica do TCA estava cingido. Fãs de Luiz Melodia e de Mart´nália. Preta Gil abriu a coisa. Coisa mesmo foi minha falta de generosidade com Preta Gil, que dividiu vocais com Gal em duas canções. Se mais, não ouvi. Um mecanismo interno qualquer deve ter vedado meus ouvidos. Valeu o exercício de superação escutar Gal e Melodia em “Pérola Negra”, já no finalzinho, subindo a ladeira de volta pro Campo Grande. Um friozinho… Revi Rita Borges e Suzana Varjão depois de séculos. Vi Franciel de longe. Dei um oi pra Celson na fila da cerveja. E, mais, um punhado de conhecidos passaram com acenos e sorrisos. A Concha estava repleta. Um inferno para conseguir qualquer coisa, menos paquera. Mas eu fui acompanhada e nunca soube bem como era isso nem quando solteira. Fiquei só curtindo, observando o movimento das pessoas, admirando a evolução. “Será que isso me inclui?”, pensei, como na música.

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