Gautama

em

Eu não quero nada, meu,
custo a convencer. Há quem deseje
ardentemente alguma coisa. Não eu,
custo a convencer. Nada é meu alvo,
minha meta, meu querer. Um nada absoluto,
zero a esquerda, branco radiante
da felicidade de não ter.

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8 comentários Adicione o seu

  1. Nilson disse:

    Massa! Gautama de verdade!!!

  2. Maria Muadié disse:

    Você quer escrever…

  3. K disse:

    Eu? Eu quero um montão de coisas, casa no calçadão de Vilas, de frente pro mar, jipe Pajero, visitar minha amiga em Berlim… O poema é uma brincadeira com o fato de o nome do Buda ter sido usado por Zuleido Veras.

  4. Maria Muadié disse:

    rsrsrsrs…esclarecido!
    Até pensei nisso, mas depois achei que vc realmente estava assim meio Carmelita.
    Gente sem desejo….não existe.
    beijo

  5. ângela vilma disse:

    Kátia, gosto muito dessa sua versatilidade em poesia. Abraços.

  6. K disse:

    Na verdade, brinco no poema ao dizer que nada quero, nem a mim convenço disso. E brinco na resposta que dei para Martha, quando falo dos meus desejos materiais.

  7. ângela vilma disse:

    Kátia, a versatilidade a que me referi está relacionada a você estar sempre ousando na forma poética. E, nesse sentido, esse poema é singular: prova que, com talento, todo assunto pode dar boa poesia.
    Abraços.

  8. K disse:

    Obrigada, Ângela. Beijos

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