Retrato

em

Um dia, quando formos
mais dos álbuns que de nós,
juro, te conto do que eu ria
naquela foto em Paquetá.
Você nem me conhecia
em detalhes como hoje,
ainda não, mas eu sabia,
eu sentia, ia durar.
Uma cigana me disse,
meses antes, “vai durar”.
O hexagrama do I Ching, 17,
“seguirá”. E eu, em sonhos, pressentia,
coisa que nem Freud explica,
aquele dia em Paquetá.

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3 comentários Adicione o seu

  1. Nilson disse:

    Também vou ao poço de vez em quando. O velho I Ching, como vês, enxerga longe. Adoro o hexagrama Inocência. Que tal uma coletânea de versos ichinguísticos?

  2. Anonymous disse:

    Kátia, faz algum tempo que visito seu blog. E nunca ousei deixar um comentário, mesmo gostando de tudo que leio. Ultimamente, estou sempre voltando a esse poema, e cada vez acho-o mais maravilhoso, perfeito, extremamente tocante. Ele me fez romper com a timidez e deixar aqui esse comentário.
    Parabéns: sua poesia é grandiosa. Abraços,
    Ângela Vilma.

  3. gerenciador disse:

    Oi, Ângela, estamos num empate técnico aqui: também amei suas poesias. Beijos!

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