Marcamos um encontro:
15 para as sete na
esquina dum verso.
Confirmou ao telefone,
na quarta, dia de Iansã,
de vermelho, como se deve,
sem falta, no ponto
onde acontece do verbo
amolecer. Iria, me disse,
de todo modo, mesmo
se a filha adoecesse,
sabendo que não me acharia
nas palavras, no horário,
no papel, acertados que somos,
eternamente ausentes.
dezembro 8, 2009

dezembro 9, 2009 at 2:11 am
Gostei. Ponto alto: “no ponto
onde acontece do verbo
amolecer”.
dezembro 9, 2009 at 10:40 am
que beleza,Kátia,aliás,em tudo que vc escreve.Me lembra um hai-kai de um escritor ingles que mora no japão:”under the cherry tree,us,alone-certainly not.”bjs Janina Fleury.
dezembro 11, 2009 at 9:13 pm
Gostei. Do da outra ponta também. O formato também é ótimo. Minha primeira vez aqui. Abraço, Diego.
Valeu, Diego. Apareça sempre. BJ
dezembro 16, 2009 at 3:30 am
Maravilhoso o teu trabalho. Volto mais vezes.
esmaques.
fevereiro 11, 2010 at 2:09 pm
Uma delícia suas poesias. Tiros certeiros, belas imagens, sonoridade perfeita. Só posso me curvar e apreciar! Parabéns!