Kátia Borges

Posts de Outubro, 2009

Santa Luzia

In Qualquer bobagem on Outubro 31, 2009 at 2:53 am

Fiquei uns dias sem tempo pro Madame. Estou tocando um projeto pessoal e focada 100% nele. Mas o fim de semana é de feriadão e terei folga do trabalho. Cedinho, viajo para Mangue Seco e, de lá, vou para Aracaju. Um lugar chamado Ilha de Santa Luzia. Não conheço, nem sei direito onde fica. Há uma ponte que se deve atravessar em Aracaju. Pretendo ler bastante por lá, mas será complicado escapar da praia. Então é procurar uma sombra e vencer as páginas. E haja páginas!

In jornalismo on Outubro 23, 2009 at 7:43 pm

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Uma balada

In Livros, evento literário on Outubro 22, 2009 at 4:56 pm

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No dia 10 de novembro, uma terça-feira, à noite, na Tom do Saber (Rio Vermelho).

In poesia on Outubro 21, 2009 at 9:26 pm

Este mundo não
te pertence, Bandini.
O modo rude como afias
a faca nos teclados
da velha máquina.

Sente, Arturo, a voz doce
da garçonete, a
mexicana de alpercatas
sujas. Fumas unos
chinos en Madrid?

Para viver, é sim,
para viver assim,
com nada além
de palavras.

“No hacías otra cosa
que escribir”. E sonhar,
faca amolada, ao som
da velha máquina,

 cravar letras na folha. Olha,
são como estrelas cadentes.
Ouve como gemem, pálidas
de espanto no branco da página.

Livros

In Livros, poesia on Outubro 20, 2009 at 1:09 pm

Poemas na coletânea da editora Global: Roteiros da poesia brasileira anos 2000 (2009)

Roteiro_da_Poesia_Brasileira_-_Anos_2000

Versos na agenda poética da editora Escrituras (2009)

Retratos+Po%C3%A9ticos+2010+-+2

In poesia on Outubro 13, 2009 at 7:54 pm

Fica sentida, não. É noite ainda.
Há uma escuridão enorme
na porta. Bate. Ouve? Pede
para entrar em tua casa. Não
abra. Fica quieta enquanto arde,
e esta solidão selvagem fecha
a passagem para fora. Ah, tudo
é breu e brisa na paisagem.
Mas o medo evapora. Sente?
Fica firme. Paciente. Da tua pele,
a aurora já prepara voo breve.

Uma balada

In Escritores, evento literário on Outubro 8, 2009 at 4:09 pm

Chegou via e-mail. Abri o pdf e foi um susto. Praticamente pronto. A data prevista para lançamento é 10 de novembro, horário a ser confirmado, na Tom do Saber (Rio Vermelho). Após sete anos, um novo livro, o segundo. Sairá pela P55, de Claudius Portugal, na coleção Cartas Bahianas. Mais detalhes a qualquer momento em edição extraordinária.

In Divagações, Qualquer bobagem on Outubro 5, 2009 at 6:03 pm

Bom, pra mim chega. Não fui talhada pra isso. Na adolescêncida, dava um trabalhão ser depressiva. Rendia maus hábitos e poemas péssimos. Então, vamos logo com isso. Faça o primeiro movimento que vem o resto. Deixe de manha, arribe do canto. Nem tem espaço pra essa conversa. Sei disso e sei daquilo. Mas que importa? Lembra do dito? E do tom? Falo do velho provérbio oriental. É, é bem batido. Mas real. Garanto. Se o problema é pequeno, para que pensar. Se é grande, que adianta pensar. Agora, sacode a poeira e segue adiante, besta. Lembra de Caio F. olhando pela janela as pessoas indo e vindo, sem saber, sem perceber, tolamente seguindo. A beleza da vida é isso. Levantar cedo, passear com o cachorro, trabalhar a palavra (a sua e a dos outros). Para o que nasce, é. “Essencialmente equílibrio, nem máximo, nem mínimo”. O verso é lindo, mas nem pense em se recolher e ser como Orides Fontela. Ô, drama. Você sabe que isso é só jogo de cena, que a sua é outra. Poxa, deixa de ser espalhafatosamente tímida. Como é mesmo esse negócio de estar triste, esquisita? Deixa de ser fingida. Nunca na história deste País, houve pessoa mais otimisma, mais loucamente otimista, mais insanamente otimista. Gente que faz festa até com uma única pessoa. Vamos, querida, vamos. É agora, é nessa hora, é pra cima!

Quanto custa?

In Sem-categoria on Outubro 4, 2009 at 9:50 pm

Mercedes Sosa está morta. E não vi o show dela no TCA. Os ingressos estavam caros para mim na época. Não sou de pedir convites à produção. De última, fui tentar comprar e já estavam esgotados. Um dia triste em meu coração. Abaixo, uma das canções de que mais gosto na voz dela, composta por Fito Paez, Un vestido y un amor.

Outra canção maravilhosa, Como la cigarra, uma homenagem belíssima aos que lutam pela liberdade, na Argentina ou em qualquer país.

Felicidade clandestina

In Curiosidade, Divagações on Outubro 4, 2009 at 6:47 am

Finalmente concluí a leitura da biografia de Caio Fernando Abreu. Uma biografia diferente, narrada a partir da perspectiva da jornalista Paula Dip, amiga pessoal do escritor. O livro é longo, mas não cansativo, especialmente para quem gosta do cara. Tenho uma edição de Morangos Mofados de 1984, com capa e desenhos de Alex Vallauri. E outra bem mais nova, de 2005, do mesmo livro. Adoro edições antigas. Não sei de que ano, mas tenho um Onde andará Dulce Veiga? bem velhinho, uma capa meio brega. E um A Teus Pés, edição da Brasiliense, que não vendo nem empresto. Não boto na roda também os autografados. Um Ferreira Gullar. Dois Lygia Fagundes Telles. Um montão de autores baianos. Mas minha maior relíquia é mesmo o livrinho de bolso de um cara que nunca fez sucesso. Max Brod, o cara que não queimou os originais de Kafka. Achei num sebo, comprei em homenagem indireta, guardo como amuleto. Nunca li uma página.