
Organizamos um piquenique
dentro do parque da cidade
toalha xadrez, cesta de vime
– a santa ceia –
Convidamos um Judas
de aspecto meio junkie
e um Pedro afeito a negar
todas as coisas. E, claro,
aquele que faria milagres.
Fazia um sol dos diabos,
Tiago levaria anfetaminas.
Ele subiu as alamedas
com as bolinhas coloridas
apertadas entre os dedos,
assobiando um rock.
Quando chegou, vimos,
espantados, o que os
comprimidos derretidos
haviam deixado:
em suas mãos,
uma tela de Pollock.
Junho 29, 2009 at 6:50 pm
eu quase ouvi você falando este poema e “tudo é verão, e nada é”!
são lindos. e a maneira de fazer os versos… é uma beleza mesmo!
este aqui é quase um continho vestido de poema.
fico feliz em te ler e nestes, até a ouvi!
beijo
Junho 29, 2009 at 10:04 pm
adorê o piquenique
Junho 29, 2009 at 11:12 pm
“Uma tela de Pollock”. Que lindo! Esqueci dele no meu texto.
Junho 29, 2009 at 11:35 pm
Você está vivendo, graças, um turbilhão poético. Cada poema lindo!
Junho 30, 2009 at 12:06 am
A tela de Polock é realmente de uma criatividade ímpar. Muuuuuuuuuito bom.
Junho 30, 2009 at 1:13 am
Eu compro a tela e penduro o poema ao lado dela!
Junho 30, 2009 at 1:42 am
Pensei exatamente como Karina: “um continho vestido de poema”. Sendo, ao mesmo tempo, ótimos: o continho e o poema; como quisermos.
Junho 30, 2009 at 11:18 am
Gostei muito deste poeminha, pela década de 80, pelo Parque da Cidade. E você sempre mutante.
Junho 30, 2009 at 8:46 pm
E por falar em saudade (alguém aí falou em saudade?) está em minhas mãos, num oferecimento de Cau Rocha, uma edição do Brioso 336-2000. Entre outras, uma entrevista sua com Espinheira.
Se a preguiça e a ressaca joanina me abandonarem escreverei algo sobre. Se não, não.
Julho 1, 2009 at 2:53 am
Ameeei! Simplesmente demais. E o leiaute deste blog é show de bola,
Julho 6, 2009 at 2:55 pm
Nice!
Julho 6, 2009 at 10:00 pm
de fato, K, há algo de novo no A
Julho 9, 2009 at 10:55 am
Adorei o final do poema… a tela como a representação plastica daqueles anos psicodelicos. Genial. beijinho