Tudo é verão, e nada é
nunca mais. Um dia foi
só em outra encarnação,
se acreditasse. Você
calou, olhando triste.
Tudo é verão, e nada é
a madrugada leva a noite
fria, fogueira, bandeirolas,
e deixa para trás todos
dormindo. Velhas lições,
amar outonos, folhas caídas
amarelando jardins de
inverno, só em sonho,
se acreditasse. Ah, essa
história, a beleza de ser
triste, ler On the road,
beber como se não
existisse um amanhã.
Tudo é verão, e nada é,
esta certeza, fechar a porta,
e entrever, na fosca fresta,
o seu olhar que nada diz,
que apenas olha, olha,
só em poesia, se acreditasse.
Junho 27, 2009
Junho 27, 2009 at 11:07 am
poesia, boa poesia você nos oferta.
Junho 27, 2009 at 2:06 pm
Cada um superando o anterior e todos, verdadeiros poemas; sem exagero, de mestre!
Junho 27, 2009 at 7:09 pm
Caraca, gostei demais desse, e acredito.
Junho 28, 2009 at 3:21 pm
lindo.
Junho 28, 2009 at 11:37 pm
Eu sempre me espanto/encanto com a sua capacidade de fazer poesia. Beijos. M.
Junho 29, 2009 at 5:41 pm
Caaramba, Kátia, que leva de textos! Bons demais! Que bom ficar uns dias fora e ler poemas assim. Especialmente esse. Demais!!!
Julho 1, 2009 at 1:08 pm
O layout ficou ótimo. A poesia agradece.