Madame K

Tudo é verão, e nada é

Publicado em poesia por Kátia Borges em Junho 27, 2009

Tudo é verão, e nada é
nunca mais. Um dia foi
só em outra encarnação,
se acreditasse. Você
calou, olhando triste.
Tudo é verão, e nada é
a madrugada leva a noite
fria, fogueira, bandeirolas,
e deixa para trás todos
dormindo. Velhas lições,
amar outonos, folhas caídas
amarelando jardins de
inverno, só em sonho,
se acreditasse. Ah, essa
história, a beleza de ser
triste, ler On the road,
beber como se não
existisse um amanhã.
Tudo é verão, e nada é,
esta certeza, fechar a porta,
e entrever, na fosca fresta,
o seu olhar que nada diz,
que apenas olha, olha,
só em poesia, se acreditasse.

7 Respostas

Subscreva aos comentários comRSS.

  1. maria sampaio said, on Junho 27, 2009 at 11:07 am

    poesia, boa poesia você nos oferta.

  2. Gerana Damulakis said, on Junho 27, 2009 at 2:06 pm

    Cada um superando o anterior e todos, verdadeiros poemas; sem exagero, de mestre!

  3. Celso said, on Junho 27, 2009 at 7:09 pm

    Caraca, gostei demais desse, e acredito.

  4. martha said, on Junho 28, 2009 at 3:21 pm

    lindo.

  5. M. said, on Junho 28, 2009 at 11:37 pm

    Eu sempre me espanto/encanto com a sua capacidade de fazer poesia. Beijos. M.

  6. blag said, on Junho 29, 2009 at 5:41 pm

    Caaramba, Kátia, que leva de textos! Bons demais! Que bom ficar uns dias fora e ler poemas assim. Especialmente esse. Demais!!!

  7. Herculano Neto said, on Julho 1, 2009 at 1:08 pm

    O layout ficou ótimo. A poesia agradece.


Deixe uma resposta