Madame K

Surpresas

Publicado em Família, amigos, papo furado por Kátia Borges em Novembro 29, 2008

Surpresas boas ontem no meio e no fim do expediente. Adal e Ivonita vieram ao jornal divulgar a programação de Natal da Cidade da Criança. Conversamos pouco, mas é sempre bacana ver meu amigo. Perto das 16 horas, a menina da recepção telefonou pro meu ramal e avisou que minha irmã Paula e minhas duas sobrinhas, Mariana e Júlia, estavam lá. Bom demais. Saímos juntas. Elas iam para um festival na escola de dança. Acabamos no Caranguejo de Ondina, que eu ainda não conhecia. Rimos pra caramba. Depois, fui deixar Mari na escola de teatro e voltei pra casa. Na terça, também foi bacana. Pude bater um papinho com meu cunhado e minha irmã Bárbara. Eles estavam chegando da faculdade e me chamaram para uma cerveja ali perto. O bar estava quase fechando, mas ficamos lá até depois da meia-noite na boa. E olhe que estava cansada pra caramba, depois de fazer mercado e ir a uma feira de moda com Érica. Mas foi legal, sou esse bicho emotivo que ama estar perto da família e dos amigos.

Esses dois

Publicado em Divagações, amigos por Kátia Borges em Novembro 29, 2008
Adal e Frank

Adal e Frank

Um dia, inesperadamente, me entregam um pacote na portaria do jornal. Um livro enviado de Sampa. “Janis Joplin: Uma vida, uma época”, de Alice Echols. Presente de Franklin Albuquerque, que eu não via há um tempão. Nos conhecemos em 1989, no teatro, e pertencemos a uma intricada turma que enredou um bocado de gente boa ao longo da década de 90, atando todo mundo fortemente pelo coração. Relações intensas, tensas, apaixonadas. Desse grupo faz parte também Adalberto Carvalho. O mesmo brilho nos olhos, a mesma prosa inteligente. E não é que nos achamos de novo? Uma noite quente na cidade, um projeto no bolso, a lembrar de tanta gente que, certamente, também sente um aperto no peito ao pensar em nós. Estão no Arizona, em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo. Espalhados por esse país enorme. Amigos com quem dividimos a nossa gloriosa e selvagem juventude.

Seja o meu céu (Robertinho do Recife)

Publicado em Imagens, Música, Vídeos, Youtube por Kátia Borges em Novembro 27, 2008

Minha vida

Publicado em poesia por Kátia Borges em Novembro 26, 2008

Tudo que escrevo é pra você, minha vida,
qualquer beleza que margeia meu caminho,
aquele rock que escutei na adolescência,
o livro de poemas esquecido no escaninho.
Tudo que escrevo, minha vida, alegre ou triste,
guarda em sua caixa de objetos sagrados,
a mais doida incerteza que angustia,
um alucinado sentimento de impotência,
a mais doce e inocente alegria.

Na varanda – Parte 2

Publicado em Imagens, papo furado, poesia por Kátia Borges em Novembro 21, 2008

 

Juju e Billy Negão

Juju e Billy Negão

Na rede

Publicado em Brodagem por Kátia Borges em Novembro 18, 2008

Gerana indicou este blog e outros 14 para o “Prêmio Dardos”. O selo foi criado para promover a confraternização entre os blogueiros. Quem recebe e aceita deve exibir a imagem do selo, linkar o blog do qual recebeu o selo e escolher outros 15 blogues.

O louco

Publicado em poesia por Kátia Borges em Novembro 17, 2008

Tarot de Marselha

Tarot de Marselha

 

Falava pouco, uma palavra, duas,
mas dizia com os olhos
frases inteiras, pura poesia.
Um ano e meio sóbrio e, um dia,
voltara aos velhos vícios,
desarrumando a vida,
tornando estar perto perigoso.
Não era alegria, se dançava
pelado na sala, pois seu corpo
expelia um visgo que escorria
venenoso. Ah, seu tonto,
quanto amor desperdiçado,
quantas conta partida (desassossego
e abandono) em sua guia.
Falava pouco, uma palavra, duas,
e assustava a todos quando ria.

 

Anália

Publicado em papo furado por Kátia Borges em Novembro 16, 2008

Fui buscar Anália hoje na rodoviária. Anália é uma das melhores amigas de minha mãe e a conheço desde sempre. Veio passar a semana conosco para fazer exames médicos. Anália tem quase 70 anos e nunca casou, não tem filhos, vive sozinha numa cidade pequena chamada Morro, pros lados de Maracás. Anália em nossa casa é muito bom. Minha mãe está feliz, e as duas levam horas em conversas sobre o passado, relembrando causos do interior. Fico só ouvindo. Anália trouxe uma dúzia de ovos de quintal e carne do sol. Almoçamos juntas a comida que preparei pela manhã. Ela lamentou já não poder beber cerveja e rimos ao recordar as festas lá em casa. Casa simples, mas sempre hospitaleira e festeira. Quando fiz teste para um curso de teatro, em 1989, escolhi interpretar Anália. Estudei seu modo de falar para compor a personagem e fui aprovada. Bons tempos. Meu professor naquela época, Paulo Cunha, dá aulas hoje para a minha sobrinha no Curso Livre da Ufba. Entre as duas, quase vinte anos. Acho que sei porque gosto tanto de Anália. É que a presença dela só traz boas lembranças. E gente assim queremos sempre perto.

Minha filha

Publicado em Divagações por Kátia Borges em Novembro 14, 2008

Vivendo. Levando. Cheia de expectativas em relação a 2009. Voltei ao trabalho ontem feliz da vida. Hoje é o aniversário de minha mãe. Doce, abnegada, companheira de todas as horas, amiga mais verdadeira, parceira em qualquer empreitada. Minha filha de 80 anos. Às vezes, temos nossas brigas, nossas discordâncias (ela é uma escorpiana dominadora). Mas, no geral, somos inseparáveis. E muito parecidas fisicamente. “A tampa e a panela”, dizia meu pai enciumado. No dia 1º de dezembro, seis anos sem ele. Passaram rápido, parece que foi ontem. Tive muita sorte em ter os dois comigo nesta vida. Em ter minha mãe ainda. Ouro de mina.

Com as armas de Jorge

Publicado em papo furado por Kátia Borges em Novembro 10, 2008

Voltei ao Dr. Uzel hoje. Novos exames e muito ânimo. A inflamação regrediu e devo ficar bem em poucos dias. Na sexta, minha mãe faz aniversário. Oitenta anos. Minha pequena e linda família deve se reunir no domingo. Quero estar ok até lá. Tudo indica que estarei, sim. Beijos a todos.