Minha Santa Cecília,
povoai o crânio de quem amanhece
com a alma escapada da poesia!
Dai-me, Santa Cecília,
teu cajado emprestado
e eu vou pastorear minhas nuvens
levando-as para bem longe…
Ah, minha Santa Cecília,
Desce de onde estás e aquece
esses versos sem paradeiro certo
esses versos de sons quebrados
esses versos feios e mal-feitos
Adornai, minha Santa
a alma de plantas e palavras
e quando eu acordar bem cedo
soprai para mim duas vezes
o mais leve segredo.
(Não resisti à tentação e “roubei” esse poema, inacreditável de tão belo, do blog da Aeronauta)











