Praia do Forte com Érica. Ficamos na pousada de Ceninha, localizada bem no meio da vila. Muito sol na moleira e a pressão alta, por conta de cigarros e comidinhas salgadas. No sábado, fomos ver Noeme Bastos cantar no “Las Margaritas”. Só na base da água tônica e da comida mexicana. Ainda no sábado, li entrevista do crítico André Seffrin no caderno “Cultural” e fiquei feliz por ser citada. Tudo que se relaciona a poesia me anima ou me destroça. De volta, penso em tocar finalmente as coisas práticas que adiei desde o início das férias. Detonei meu I Ching, relíquia de 1994, e não posso mais fazer consultas. Ainda bem que mantive comigo as moedas chinesas. Um senhor me presenteou com elas. São autênticas. Eu estava em busca das moedas no brechó de um amigo, que ficava perto do Campo Grande. Esse moço, do nada, prometeu deixar lá de presente três moedas chinesas. Nem levei a sério. Mas, uma semana depois, meu amigo me deu as moedas oferecidas pelo desconhecido, que guardo há uns 13 anos comigo. Cara, coisas assim acontecem de verdade. Há alguns anos, um anjo me salvou de um assalto. É uma longa história que soa meio inacreditável. E agora, exatamente agora, preciso que ocorra um novo milagre. Mas “quem, se eu gritasse, entre as legiões dos anjos, me ouviria?”