Não tenha medo, meu grande amor, eu estou firme.
O vento veio, passou por mim, senti na pele.
Não creio em cartas, desenho pontes, eu atravesso.
Meu forte I Ching me orienta na grande água.
Ah, meu amor, não tenha medo, conte comigo.
Estou de pé, olho pro céu, o mundo é grande.
Desta janela, meu doce amor, eu vejo o mar.
Todo horizonte é só promessa de vir a ser.
Não fique triste, não interessa se choro agora.
Há um sorriso que vem de dentro, e sem demora.
Posts de Novembro, 2007
A grande água
In Sem-categoria on Novembro 30, 2007 at 11:34 pmDramando
In Sem-categoria on Novembro 29, 2007 at 11:16 pmPassou a raiva dos cambistas. Tudo se resolveu e vou ver Marina Lima no sábado, graças a Adalberto e a Ana Paula. E tenho que agradecer também a Emília, que me ligou de manhã e ofereceu ajuda na troca. Uma colega dela queria ir ao show no domingo. Como dizem os meninos do caderno Dez!, acho que “dramei” legal.
Acontecimentos
In Sem-categoria on Novembro 28, 2007 at 7:58 pmMesmo com convites no bolso para domingo, fui ao TCA atrás de ingressos para o show de Marina. É que trabalho justo no domingo. A bilheteria abriria ao meio-dia, iniciando as vendas hoje. Levei a minha mãe ao médico e corri para o teatro logo depois. Cheguei lá às 14 horas e 15 minutos e não havia um único mísero ingresso para qualquer dia do show. “Esgotado”, dizia com sorriso cínico o cara da bilheteria. Mas bastava descer a ladeirinha, a menos de cinco metros dali, que os cambistas já abordavam as pessoas vendendo os ingressos por 20 reais (o preço é 14). Na sexta, deve chegar a 25 ou 30, dependendo da demanda. Um dos cambistas com quem conversei me propôs o seguinte negócio: “Cê me dá os seus dois convites de domingo e mais 26 reais por dois ingressos para sábado”. Pirem nessa. Somos otários ou o quê? Vou ver se amanhã pinta uma solução natural, do tipo milagre: alguém que queira trocar o plantão ou os bilhetes. Só não quero cair na armadilha dos cambistas. Cadê a fiscalização, gente? Cadê a vergonha na cara, direção do TCA?
In Sem-categoria on Novembro 27, 2007 at 3:52 pm
O que fazer, amigos,
quando não há saída
e ainda se precisa agradecer
pelo pão de cada dia?
O que fazer, amigos,
quando o destino nos amarra
numa camisa de força
para que sejamos lúcidos?
Tudo é sempre por alguma coisa.
Sim, é pela casa, ou pelo carro,
é pelas contas, ou pelo mínimo
conforto, o enorme desconforto.
Fecham-se as janelas
e nenhuma porta se abre,
nenhuma via que dê acesso
a algo mais nobre.
“Nunca mais passarei fome”,
grita Scarlet na tela.
E o que fazer, amigos, quando
não é um filme, mas a vida?
Esperando Godot
In Sem-categoria on Novembro 27, 2007 at 12:02 am![]()
Ainda não falei sobre o curso que estou fazendo, de crítica teatral, com Fátima Barreto. Ela foi minha colega em A TARDE e está concluindo o doutorado na Escola de Teatro. É uma pessoa cheia de vida, de olhos brilhantes, sorriso aberto e gestos largos. O curso é de extensão, oferecido pela Ufba, e gratuito. Tenho lido textos e mais textos. No último dia 16, tivemos uma palestra de Saja, professor de filosofia. Saí da sala com lágrimas nos olhos. Emocionada com a vida mesmo, com a inteligência do cara e, sobretudo, com algo especial que ele lembrou. A famosa pergunta de Rilke em “Cartas a um Jovem Poeta”. Fiquei pensando em como seria viver sem colocar um único verso no papel. Tenho esperado Godot. E em cada coisa que faço, ponho o coração.
Koan
In Sem-categoria on Novembro 26, 2007 at 10:25 pm![]()
O peso do mundo, sua mão na minha,
pena leve com que desenho em torno
finas linhas, cada um dos dedos, e a palma.
Um koan de encantamento: qual é o som
de uma única mão batendo? E todo peso
em mim magicamente se desarma.
In Sem-categoria on Novembro 23, 2007 at 11:10 pm
A boate fervia, passava da meia-noite. Nada aparentemente anormal. Shirley atravessou a pista de dança ao som de “Light My Fire”, dos Doors, chegou ao bar minúsculo e pediu um uísque.
– Jack Daniel´s, sem gelo.
O barman, um anão, atendia aos clientes dependurado em uma espécie de trapézio. Ela viu o pequeno corpo balançar até a estante e a mão gorda, com dedos curtos, agarrar a garrafa habilmente. Equilibrando-se no ar, o pequerrucho jogou o líquido no copo, colocado sobre o balcão. Shirley bebeu de um gole.
Além do número circense, estava espantada com o corredor escuro ao fundo. Podia vê-lo, através da cortina negra com um símbolo em dourado bordado no tecido. Para entrar, precisaria driblar a atenção daquela estranha criatura, tão pequena quanto uma miniatura de garrafa de bebidas.
Ela pensava sobre isso quando uma voz masculina ao seu lado pediu uma dose de gim. O homenzinho repetiu o ritual malabarista, mas acabou errando a pontaria. O líquido a atingiu em cheio. Enquanto o cliente sumia, visivelmente envergonhado, o anão desceu do seu posto e abriu a parte móvel do balcão.
– Venha comigo. Vou ajudar a limpar seu vestido, disse.
A mãozinha fria agarrou o braço da moça e, com firmeza, a puxou para a escuridão. Na passagem, Shirley pôde observar de perto o desenho: a imagem de um sol atravessado por uma espada.
O início de um romance policial que escrevi em 1998. Há alguns dias, reencontrei o disquete com o texto e estou reescrevendo. Shirley é uma garota de programa que troca o calçadão pelo jornalismo.
Damião comenta
In Sem-categoria on Novembro 23, 2007 at 9:58 pm
Uma brincadeira com o contínuo mais antigo do jornal A TARDE.
In Sem-categoria on Novembro 22, 2007 at 5:20 pm
| Qualquer música, ah, qualquer, Logo que me tire da alma Esta incerteza que quer Qualquer impossível calma! Qualquer música – guitarra, Qualquer coisa que não vida! |
Adoro esse poema de Pessoa musicado por Fagner.
O que não digo
In Sem-categoria on Novembro 21, 2007 at 12:40 pm![]()
O que não digo ainda existe
no olhar que ergo, alegre ou triste,
paixão, soberba, amor ou fúria,
o que não digo ainda insiste
em desfazer-se em pura angústia,
palavra morta que arde na boca,
e azeda a língua, o que não digo
ainda assim ocupa espaço, é aéreo
fardo que eu carrego. Livros me livrem
do desassossego, e da palavra que eu não digo,
que para sempre pesa no verso.
Maiakóvski
In Sem-categoria on Novembro 21, 2007 at 12:06 amFiz ranger as folhas de jornal,
abrindo-lhes as pálpebras piscantes
e, logo, de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora,
perseguindo-me até em casa.
Nesses últimos vinte anos,
nada de novo há no rugir das tempestades.
Não estamos alegres, é certo,
mas também porque razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado.
As ameaças e as guerras,
havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio,
cortando-as como uma quilha corta as ondas.
A tradução é de Emilio Carrera Guerra. Sempre que leio, lembro da música: “sei que o mar da história é agitado e o Olodum, a onda que virá”. Maiakóvski na folia baiana. Poesia russa em ritmo de axé.
Os ratinhos do I Ching
In Sem-categoria on Novembro 20, 2007 at 2:47 pm
O poeta Luís Antonio Cajazeira Ramos ligou pra mim hoje cedo contando um sonho muito especial que ele teve na noite passada. Não posso descrever o sonho dele aqui, claro. Mas envolvia o escritor Lima Trindade, uns ratos listrados e um método incrível de jogar I Ching. Daí recebi, via e-mail, a foto acima, uma montagem, acho, e decidi compartilhar. Qual o hexagrama que eles estão formando? Arrisco no 8, manter-se unido.
Motivo da rosa (Cecília Meireles)
In Sem-categoria on Novembro 19, 2007 at 2:39 amNão te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Sobre um sonho
In Sem-categoria on Novembro 19, 2007 at 2:26 amMeu filho não existe, só em sonho. Com os olhos doces e tristes de Cecília. Me olha como se aguardasse um gesto que o salve, que o recolha, que diga sim. Mas meu filho não existe, só em sonho. E acordo ainda com ele no meu colo, com seu calor, com seu cheiro de infância ardendo nas narinas. E o desejo de que realmente exista.
Lindsay
In Sem-categoria on Novembro 19, 2007 at 1:11 amJorge Lindsay dirigia um MP Lafer. Usava óculos Rayban. Deixava santinhos e orações nos escaninhos. Pintava os cabelos. Jogava charme para as mulheres. Administrava os filhos e os amores. E sempre que o via estava sorrindo. Morreu hoje. Mais um colega. E trabalhamos todos tristes, engolindo a emoção.
Dedicatória
In Sem-categoria on Novembro 15, 2007 at 11:47 pmQueria um verso, pediu pra mim. Fiquei sem jeito. Que verso poderia brotar de tão inacabada ternura? Não poderia fazer nascer flor no concreto. Ou, no concreto, decompor o que sentia. Fui maturando alguma coisa, brasa na boca, para dizer. Mas meu coração é poço sem fundo. A água passa direto. Eco, palavra, ego. Espere. Um dia, o verso chega. E pra você.
Para minha mãe
In Sem-categoria on Novembro 15, 2007 at 11:32 pmFiquei feliz da vida com o jantar que preparei para a minha mãe ontem. Adoro cozinhar, mas faço isso raramente. Decidi que iria preparar um jantar especial, com cardápio escolhido por minha mãe. E assim foi. Compramos duas belas peças de bacalhau e, quando cheguei do trabalho, corri com os preparativos. Viriam minhas duas irmãs, cunhado, sobrinhos, Érica, a mãe dela e um irmão. Preparei a bacalhoada na base da intuição, sem receita, e complementei com duas saladas, uma de camarão, outra de alface e verduras, farofa amarela e arroz branco. Simples e bonito. Mas estava insegura, confesso. Minha mãe, geralmente desanimada, estava alegre com a movimentação. Binha trouxe um belo, e delicioso, bolo e cantamos parabéns, com direito a velinha improvisada. Uma noite de paz. E o melhor é que todos aprovaram a comida, e choveram elogios. Uma experiência bacana em família.
Mais Rosa Passos
In Sem-categoria on Novembro 14, 2007 at 3:20 am
Ivete Sangalo e Rosa Passos cantam “Dunas”. Gosto muito do vídeo e da canção. Do modo como as duas cantam, com simplicidade e cumplicidade.
A sétima maravilha da Bossa Nova
In Sem-categoria on Novembro 13, 2007 at 10:27 pm![]()
Não sou dada a ataques de fã. Em quase 15 anos de carreira, entrevistei tantos cantores, escritores, diretores, atores e celebridades “da hora” que a coisa perdeu a graça. Aliás, mais que isso, percebi que a melhor distância entre o fã e o artista é a maior possível, única maneira de preservar aquela saudável admiração. Mas não resisti duas vezes à tentação da ”foto ao lado”. A primeira foi com Jorge Amado, clicada por Shirley Stolze na casa do Rio Vermelho. Nem sei por onde anda. Gostaria de ter comigo. A segunda foi com minha querida Rosa Passos, que deu uma canja no bar de um amigo e riu bastante quando eu, meio alta, a batizei como a sétima maravilha da Bossa Nova. Sóbria, não tiro uma vírgula.
Infância
In Sem-categoria on Novembro 12, 2007 at 11:42 pmUma coisa secreta, e nossa,
na infância. Uma coisa secreta,
que escondíamos na boca,
a língua com gosto de outra,
a mão com cheiro de sexo,
a certeza do pecado. Uma coisa
nunca dita, as mãos nas minhas,
quando a respiração ofegava,
as mãos nas minhas, secretas.
“Foi sonho”, me diria, anos depois,
enquanto penteava a criança
presa entre as duas pernas.
Sempre inteira
In Sem-categoria on Novembro 12, 2007 at 10:13 pm
Estou gostando do WordPress. Sempre sonhei com um blog de três colunas, mas a questão é como administrar. Não consigo colocar imagem de entrada, que adoro, e meu São Jorge ficou lá no blogspot. Não sei como trazer. Bem, os links estão quase todos aqui e importei todas as mensagens e comentários, o que faz com que me sinta quase em casa. Aos poucos, e com a chegada das férias, acabo dominando as técnicas básicas para me sentir mais feliz. O importante é que o ”Madame” deu uma respirada legal, ganhou fôlego para prosseguir. Eu andava meio “blogo, não blogo”. Ainda bem que nasci em janeiro, sob o signo de capricórnio, e tenho um grande trígono no mapa astral. Um verso de Cecília Meireles não me sai da cabeça nesses dias de hexagrama 47: ”Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”.
Minha casa nova
In Sem-categoria on Novembro 12, 2007 at 1:44 am![]()
O “Madame” completa um ano no mês que vem e muda de casa para ganhar um gás. A verdade é que o movimento do blog segue o meu, mexendo nas energias da vida prática, tendo que buscar a renovação, reencontrando paixões antigas. Uma delas, o teatro. Fiz teatro em 1989, aos 21 anos, empurrada por uma crise amorosa. Era o inesquecível Curso Xis de Paulo Cunha, implodido pela paixão. Agora, quase aos 40, em crise profissional e pessoal, retomo o caminho, envolvida com textos cênicos de modo prático e teórico, lidando com o aprendizado da dramaturgia e com sua análise. Só Deus sabe para onde esse caminho vai me levar, mas sigo com o coração em chamas.
In Sem-categoria on Novembro 6, 2007 at 1:35 am
Li um texto no blog de Renata Belmonte que me inspirou a contar a minha primeira experiência com a tirania, fundamental para decidir o meu caminho. Eu sempre fui duranga kid e, certa época, antes de fazer faculdade, arrumei emprego de balconista na extinta Mesbla. Vendia relógios, mas não sabia empacotar absolutamente nada. Também não tinha paciência para gente que ia só olhar, colocar no pulso e deixar no balcão. Mas vendia bem e minhas comissões, 3% sobre cada venda, engordavam o salário no fim do mês. A gerente era uma moça dos seus 30 e poucos e se chamava Zênite. Um belo nome para uma pessoa tão feia. O passatempo dela era me humilhar. Chegou a um ponto em que, carteira assinada pela primeira vez na vida, decidi cair fora e estudar. O único curso que me interessava era jornalismo, um dos mais concorridos. Procurei meu pai e implorei um cursinho. Ele cedeu, mas impôs uma condição: eu deveria tentar medicina. Saí da Mesbla decidida a deixar o balcão de relógios para trás. Mergulhei nos livros e fui aprovada na Ufba, disputando a vaga com 16 candidatos. Também tentei medicina (sempre fui uma pessoa de palavra). Na Bahiana. Eram 200 vagas e fiquei em 300. Ainda bem. Devo o fato de ter trocado o balcão de relógios pelo jornalismo às vilanias de Zênite, que me desafiou a provar que podia, sim, fazer o curso que eu queria e seguir adiante.
In Sem-categoria on Novembro 5, 2007 at 10:06 pm
Dos jardins da Babilônia, nada restou
para celebrar o amor a Amytis
às margens do Eufrates. Nem
a estátua de Zeus, feita de
pedras preciosas, marfim e ouro,
resistiu ao fogo. E assim também sucedeu
ao Templo de Ártemis, em Éfeso,
duas vezes destruído. E ao túmulo
de Mausolus, devorado pela terra.
O Colosso de Rodes? Ruiu do mesmo modo,
e o destino apagou do mapa o Farol de Alexandria.
Só as pirâmides de Gizé ainda nos contemplam,
solitárias maravilhas do antigo mundo. E o que dizer
de nós? Que erguemos a nossa imagem em frágeis templos?
In Sem-categoria on Novembro 4, 2007 at 11:23 pm
“Quem diz o que quer, só existe quando eu quero”
(Celso Júnior)
In Sem-categoria on Novembro 4, 2007 at 10:21 pm
Fui trabalhar no sábado e a primeira mensagem que recebi no correio interno da redação foi sobre a morte de Vanderlei. Fiquei o final de semana inteiro meio triste. Aí, no domingo, fui para a praia e só cheguei em casa de noitinha. Saí com meu cachorro, Billy,a figura engravatada na foto, para dar uma volta e, no retorno, decidi checar os e-mails e atualizar o “Madame”. Só o blog de Chico me animou de verdade. Chico é o gato de Nilson e Emília e eles criaram um blog para ele, com fotos, depoimento do filho deles, Caio, de 7 anos, e textos bem bacanas. Eu amo animais, principalmente cães e gatos. Fiquei amarradíssima.
Notícia da BBC
In Sem-categoria on Novembro 3, 2007 at 11:56 amRoteiristas de programas de TV farão greve nos EUA
O sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos convocou uma greve para a próxima segunda-feira exigindo maior participação dos escritores nos royalties que são pagos por venda de filmes, seriados e produtos.
O sindicato dos roteiristas Writers Guild of América (WGA) fez um apelo para que seus cerca de 12 mil filiados interrompam suas atividades e participem de um protesto a partir das 0h01 de segunda-feira (5h no horário de Brasília).
Os primeiros programas a serem afetados devem ser os de entrevista à noite, como o Late Show with David Letterman e o humorístico Saturday Night Live, que dependem de roteiros escritos em cima de assuntos diários e semanais.
Especialistas em programação de televisão acreditam que outras produções – como Desperate Housewives e CSI – comecem a ser afetadas apenas a partir da primavera americana, que começa em março.
A última greve do tipo, há 20 anos atrás, durou 22 semanas e interrompeu grande parte das séries de TV da temporada americana de outono.
Os roteiristas temem que, na falta de textos novos, as televisões passem a veicular mais reality shows e programas antigos.
DVDs e Internet
Os estúdios responsáveis pelas produções vão se reunir com líderes sindicais no domingo para tentar impedir a greve.
O WGA divulgou uma nota convocando a greve na sexta-feira, depois que uma tentativa de acordo com a associação dos estúdios – Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP) – fracassou.
Os roteiristas pedem maior participação nos royalties de venda de filmes, seriados e produtos em DVDs, Internet e telefones celulares.
O presidente da AMPTP, Nick Counter, disse que os estúdios não aceitam aumentar a porcentagem dos roteiristas nas vendas de DVDs.
No seu programa na rede de TV CBS, o apresentador David Letterman chamou os produtores de “covardes, cruéis e desonestos”.
A comediante Amy Poehler, do Saturday Night Live, disse ao jornal americano Daily Variety que o programa não tem roteiros de gaveta.
“Boom – nosso show simplesmente acaba”, disse ela.
In Sem-categoria on Novembro 3, 2007 at 11:16 am
Custo a crer que o jornalista Vanderlei Carvalho morreu. Ele era tão guerreiro que o imagino ainda brigando em outro plano para mostrar que merece descer e viver um pouco mais. Sempre ia ao blog dele, mesmo sabendo que as postagens estavam paradas. Não era meu amigo, mas gostava dele. Dias assim, por mais sol, escurecem de repente.

