Madame K

Samba!

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 30, 2007

Queria um samba! Algum que fosse
como os que aprendi na infância,
ouvindo a minha avó cantar
feito Dona Ivone Lara, zunindo
nas colinas, com voz forte,
de dentro da mais absoluta escuridão.
Taborilando com os dedos
nas pregas da saia, rindo com
mil dentes, enxergando as rimas,
que saboreava na boca. Um samba agora,
urgentemente, dentro de mim.

Insano

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 30, 2007

Há um limite, creia, até para quem passeia
na beira do precipício. Há um momento
em que até o mais pirado inventa
de se internar no hospício em busca de sossego.

Ai, tem um bicho no meu quarto

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 29, 2007

Quadrinhos (André Dahmer)

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 28, 2007

Venha ver o pôr-do-sol

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 28, 2007

Senhoras e senhores, Joy Division!

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 27, 2007

No meio da rua

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 27, 2007

Essa é impagável. Uma doida parte pra cima da repórter Aline Castelo Branco e causa o maior tumulto. Tudo registrado pelas câmeras do Se Liga Bocão.

Retrato

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 26, 2007

Um dia, quando formos
mais dos álbuns que de nós,
juro, te conto do que eu ria
naquela foto em Paquetá.
Você nem me conhecia
em detalhes como hoje,
ainda não, mas eu sabia,
eu sentia, ia durar.
Uma cigana me disse,
meses antes, “vai durar”.
O hexagrama do I Ching, 17,
“seguirá”. E eu, em sonhos, pressentia,
coisa que nem Freud explica,
aquele dia em Paquetá.

Entre a fama e a cirrose, Amy Winehouse

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 25, 2007

Li no Caderno Dez! e fui no “YouTubil” pescar.

A saideira, garçom

Publicado em Sem-categoria por Kátia Borges em Abril 25, 2007
Beber é pactuar com o demônio. Mas Deus manda seus anjos.
São eles, os anjos, que gritam por nós
de madrugada em ruas desertas.
São eles, meninos, que nos guiam
em segurança até nossas casas.
Mas, de qualquer modo, é sempre bom apagar uma das velas
e deixar que a outra ilumine por completo a vida.
Vai que um desses arcanjos cochila…