A primeira vez que fitei Teresa, juro,
pensei que ela merecia um verso curto,
feito por Castro Alves ou Bandeira.
E não foi por maldade, asseguro,
que reparei primeiro nos joelhos
e, só depois, no rosto delicado,
de porcelana chinesa. Ah, Teresa,
cem mil versos jocosos e nada
me ficou, de grave, na memória,
da tua passagem meteórica entre as estrelas.
Posts de Março, 2007
Um poema
In Sem-categoria on Março 30, 2007 at 10:29 pmComerciais incríveis (Razões para amar o YouTube)
In Sem-categoria on Março 30, 2007 at 10:01 pm
Propaganda produzida pela ILGA, a maior e mais antiga associação portuguesa de defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros (LGBT). A idéia da indiferença é muito bacana. Viva a indiferença!
Tom Waits (Razões para amar o YouTube)
In Sem-categoria on Março 30, 2007 at 5:50 pm
Clipe de “Downtown Train”, de 1985, uma homenagem às meninas da periferia, sempre prontas a aquecer corações solitários.
Ana C. Cesar (Razões para amar o YouTube)
In Sem-categoria on Março 30, 2007 at 3:35 pm
Poemas de Ana Cristina Cesar em montagem postada por Wagner Pyter.
Roberto Piva (Razões para amar o YouTube)
In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 8:04 pm
Roberto Piva recita poemas (a apresentação é de Cláudio Willer, poeta e crítico literário, ambos são filmados pelo cineasta Ugo Giorgetti)
Janis Joplin (Razões para amar o YouTube)
In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 7:22 pm
Janis Joplin em uma de suas últimas apresentações, em Toronto, Canadá, em 1970. Ela morreu em outubro daquele ano.
Quadrinhos
In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 6:11 pmUm poema
In Sem-categoria on Março 29, 2007 at 4:44 pmQuem dera falar de amor com simplicidade,
como uma criança conversa, misturando
palavras e pedras, brincando de montar
um castelo aqui, um dragão acolá, desenhos
impossíveis na areia, códigos a decifrar,
sim, como quem faz promessas e esquece
que o amanhã é branco e se desmancha
feito a espuma das ondas contra as pedras
(é que as pedras não são brinquedos de montar).
Algumas cortam, em outras se tropeça.
E há as que pesam nos ombros
e as que nos levam aos tombos. Isso sem contar
aquelas que atravancam os caminhos do poeta.
Para Ana Cristina Cesar
In Sem-categoria on Março 28, 2007 at 2:17 pmFérias
In Sem-categoria on Março 12, 2007 at 3:09 pmDe mim mesmo, um tempo
para lapidar o ócio,
aparar as arestas do inexplicável,
podar o óbvio,
catar os restos, esvaziar os cinzeiros,
arejar os armários,
alvejar o piso dos banheiros,
organizar os livros,
e os escritos. De mim mesmo,
no espaço absoluto dum saudável tédio,
aconchego.
Sete Anos (poema de Nilson Galvão, do Blag)
In Sem-categoria on Março 9, 2007 at 12:27 pm(Para Caio)
Sete anos, me pergunto
quanta história sete anos
conteriam: se contados
em segundos, quantos deles
caberiam nessa conta
de somar que subtrai o
que deixamos, multiplica
o que sonhamos e divide
em muitas faces o que
era pra ser um, apenas um
menino intenso que sorri
pra vida inteira mesmo
sendo a vida frágil, sendo
margem, sendo longe
da cidade cujas luzes
vagamente nos atraem,
com promessas de
cirandas invadindo a
madrugada, revogando
o medo besta de não termos
nada mais que nossas
almas, empenhadas todas elas
em salvar o que será
pra sempre nosso até o fim:
sete anos, sete vezes esse dia
sem igual, quando saímos
de casa para abrirmos
os pulmões
In Sem-categoria on Março 6, 2007 at 12:33 pm
No Inverno, creio firmemente
que o Verão me fará feliz.
No Verão, quente, penso na chuva
que vai carregar a tristeza.
Entre as estações,
só Outono durante a Primavera.
